Não temam, pois não sou o que pareço e nem o que dizem. Toda a verdade em "SOBRE MIM". Este não é um blog de putaria, mas de reflexão, iconoclastia e libertação. É meu portal de comunicação inter-dimensional com vocês, mortais. Mesmo sem pacientes ou interlocutores, me divirto aqui, enquanto escrevo e observo a deliciosa incoerência humana. Podem entrar, deitar no divã, relaxar e até gozar, se souberem como. Bula completa em "Sobre o BLOG". Siga-nos e ganhe uma deslavagem cerebral grátis!
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Rebeldia ao alcance de todas

Dando continuidade ao assunto do post "Excesso de pose ou falta de noção", vou partilhar algo que me ocorreu hoje: cada geração costuma ter seu ícone pop e eu acho que o da geração atual é a Lady Gaga. Não por qualquer motivo ligado a música, muito embora ela seja top hit (não que tal informação signifique alguma coisa em termos de qualidade claro, mas isso não vem ao caso agora).

O motivo real é que ela incorpora o tipinho comum muito corrente hoje em dia e que eu citei no post que mencionei acima: as comuns rebeldes, que são aquelas mulherzinhas classe média ou alta que se julgam diferentes ou revolucionárias só porque imitam algumas atitudes totalmente tolinhas e inofensivas que a mídia para néscios coloca como "alternativas" só por envolverem visual espalhafatoso ou comportamento antipático.

E o que a Gaga faz de revolucionário? Exagera na maquiagem, usa roupas tresloucadas, grava música pop e diz coisas que ela acha profundas. Hahaha! E nisso se espelham suas seguidoras - mesmo aquelas que não se declaram ou nem se consideram assim, mas de alguma forma, nem que seja acidental ou inconsciente, espelham muito a referida celebridade, cujo título de um álbum já diz tudo a ver com este post aqui: "Born this way" (nascida assim). Mas nascida "assim" como? Comum poser toda pintada? Que problemão, meu Deus! Hahaha!

É chocante observar como as pessoas estão cada vez mais limitadas em seus conceitos, sua visão e na consciência de si próprias, ora não percebendo que são meros robôs, ora achando que se rebelam apenas por mudar a cor do cabelo e adotar "atitudes" que não significam nada. E se sentindo as "cabeças", com direito a arrogância e assertividade sem conteúdo ou motivo algum! Vamos lá, rebelem-se mulherada, mas passem no cabeleireiro antes.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sexo de 4 é degradante?

Consulta enviada por: Rosana

Dr., li esse post de um blog:

"Líder do movimento feminista brasileiro afirma que “mulher que se submete a fazer sexo na vexatória posição ‘de quatro’ está jogando no lixo as décadas de luta das mulheres conscientes”. Para ela “quem se coloca ‘de quatro’ se anula como mulher, vira apenas um receptáculo de líquido seminal. Outro ponto polêmico da entrevista foi quando o entrevistador a questionou sobre sexo anal, ela foi enfática ao dizer que ‘homem que busca sexo anal em relação hetero está fazendo estágio pra virar ‘viado’, esposa que alimenta este fetiche está na verdade ajudando ainda mais a reduzir a oferta que já não é das melhores”.

Em pleno ano 2011. E que bom seria se pudéssemos dizer que é uma opinião isolada. E ai eu pergunto, o que é pior, ser mulher e ser educada de forma tão castradora ou ser homem e ter que aturar uma mulher assim (ainda exigindo fidelidade)? Existe salvação, ou vai ser assim ladeira abaixo mesmo?

*consulta em caráter desabafo/incredulidade.

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Rosana,

Entendo sua incredulidade e também já senti a mesma, nas primeiras vezes em que ouvi coisa semelhante. Mas, quem já desvendou os pequenos mistérios do escrotice mal-enrustida de gente burra, tapada, mal (ou nunca) comida e metida a pensante já se acostumou com isso. Para dissecar tal absurdo, vamos por partes:

1) Feminismo: embora seja um movimento de inegável contribuição à igualdade sexual que conquistamos até agora, também se transformou num reduto de lésbicas mal-resolvidas, imbecis pseudo-intelectuais e todo tipo de mulherzinha repugnante, fedorenta e assexuada que odeia homem. E a única coisa que elas odeiam mais do que homem é sexo. Todo esse blablabla militante e pseudo-engajado delas é só para disfarçar recalques. No fim das contas elas queriam mesmo é ter um pau.
Embora Freud não seja totalmente aceito hoje em dia, muitas de suas teorias são muito acertadas, e uma delas é sobre a fase da "inveja do pênis" na qual essas mulheres estacionaram. São esquizofrênicas agressivas, culpadas e confusas.
Tal facção vergonhosa do movimento feminista é conhecida por alguns como "feminazi". Infelizmente elas jogam bosta na imagem e na memória de feministas inteligentes do passado e de presente, que merecem todo o nosso respeito e admiração. E até mesmo agradecimento.

2) Essa de sexo anal ser coisa de "viado enrustido" é a mais infame prova de "burrice metida a sábia" que eu conheço. É baseada em preceitos cristãos, moralistas e machistas! Típica de pseudo-feministas burras que não entendem nada de nada, e muito menos o feminismo, e por isso nem percebem que estão jogando contra. Criar barreiras e limites sexuais é uma atitude machista, mas essas mulas não têm capacidade intelectual para cogitar tal possibilidade. Merecem até diploma. E já ouvi várias vezes também, sempre de mulher metida a "culta" que não gosta de sexo algum. Como elas não conseguem criar uma falácia para estigmatizar o sexo vaginal, pelo menos o anal elas não deixam passar, só que com uma tese extremamente cretina e patética, que as faz ainda mais dignas de dó. Quanto à posição, quadrúpedes que são, deveriam ser adeptas do sexo de quatro - postura que seria a mais ergonômica para elas - se gostassem de sexo, é claro. Mas não é o caso.
Voltando à tese delas, o "raciocínio" primário é o seguinte: papai do céu fez meninas com bucetinha e meninos com peruzinho, logo só pode enfiar o peruzinho na bucetinha, pois bucetinha é que foi feita para isso. Logo, menino que quer enfiar o peruzinho na bundinha é viadinho, porque, como outros meninos também têm bundinha, eles só podem estar pensando em outros meninos enquanto cometem tal aberração. De onde tiraram essa conclusão? Como se os meninos não pudessem gostar da bundinha das meninas, e as usassem apenas para saciar um "desejo secreto" por bundinhas de meninos! E como se as meninas que gostam na bundinha só pudessem estar sendo usadas e fazendo isso sem sentir prazer algum. Até nisso elas denigrem as mulheres, pois sugerem que a bunda feminina não é desejável, e apenas serve como "consolo de viado enrustido". Mas que cabecinha de merda, hein? Só mesmo quem não transa ou transa sem gostar diria um disparate desses. Além de cretina e ilógica, tal ideia nem original é; elas copiam umas das outras!

3) Na mente confusa dessas néscias, sexo é apenas "opressão do macho", e mulher que gosta de homem (ao invés de gostar delas) é automaticamente rotulada de "objeto".
Para elas, sexo não é meio de prazer e libertação de paradigmas, mas algo que as ofende. Ao invés de contribuírem genuinamente para a liberação sexual não só das mulheres mas também da humanidade, elas querem é criar ainda mais paradigmas, limites, assexualidade e serem mais machos do que aqueles que possuem pênis e que elas tanto invejam. Elas podem até conseguir atrapalhar o meio-de-campo, influenciando outras burras confusas como elas, mas ter pau elas nunca terão e por isso serão sempre essas bestas amargas que cospem rancor por onde passam. No fim, são perdedoras que ninguém considera - nem as burras submissas (ocupadas servindo seus homens) e muito menos as libertas e inteligentes (ocupadas sendo felizes). Só servem mesmo para dar esses showzinhos grotescos de vez em quando.
Enfim, burrice com atitude sempre acaba em vexame. Junte-se a isso recalques sexuais muito graves e voilá: feministóides, feminazis, lésbicas de armário & Cia Ltda! Quem quer? Eu passo...

Nota: ao que tudo indica, a notícia que deu origem a esta discussão, era um "hoax" (falsa). Mas isso não faz diferença, pois muitas feministas realmente pensam e se manifestam no sentido da falsa notícia, e foi inclusive por isso que alguém a criou.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Paradigmas invencíveis IV: casamento e celebridades

É assustador notar como o casamento está impresso na mente dos comuns como um evento obrigatório, sem o qual não se concebe uma vida amorosa.
E o fato de tal esquizofrenia atingir até mesmo os comuns que - pelo menos a princípio - não precisam se curvar a convenções comuns, só torna a observação ainda mais assustadora. Sim, estamos falando das celebridades. E hoje faleceu uma que é um grande exemplo disso: Elizabeth Taylor, lindíssima e grande atriz hollywoodiana, que se casou 8 vezes, incluindo duas com o mesmo homem! Mas exemplos não faltam, inclusive com celebridades atuais e até as consideradas ou que posam como "alternativas" ou mesmo "rebeldes"...
Parece que o casamento foi programado como ato final do ciclo de idealização amorosa, que vem a validar todo o processo, e sem ele o comum se sente como se não tivesse terminado algo que começou, como se não tivesse vivido parte da vida, uma etapa dignificante da existência humana, ainda que esteja muito feliz com o parceiro antes dos papéis e do altar. O que sabemos ser apenas uma convenção, uma mera formalidade se torna algo concreto e vital, de um simbolismo imprescindível para mentalidades mais simples e sem muita reflexão. E é tão forte que, mesmo depois de falido, ainda se repete, quantas vezes forem possíveis ou necessárias. Podemos notar também que não se trata apenas de uma obrigação social, mas também um ritual pessoal, um fetiche ao qual se atribui o poder de trazer felicidade e uma plenitude meramente imaginária ao relacionamento.
Por fim, quanto mais os comuns mortais assistem os comuns celebridade chafurdando na prática, mais eles se convencem da necessidade de tal engôdo e mais o idealizam e sonham com ele... Desastre total.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ressaca Moral

Consulta enviada por: "P"

Caro Dr. Asmodeu,
Recentemente, tive uma experiência bem chata, por não ter parado pra pensar que estava lidando com comuns. Tenho uma amiga que paga de 'moderninha', "administra" vários homens ao mesmo tempo, já ficou com uma menina, e disse que queria experimentar novamente. Um dia, essa minha amiga me propôs que nós duas "pegássemos" um cara, juntas. Eu curti muito a idéia, mas como namorava (ah, a monogamia...) na época, descartei. Porém, aquilo ficou na minha cabeça. Meu namoro acabou, e eu fiquei mais próxima dessa minha amiga e, dias atrás, estávamos numa reunião com alguns amigos íntimos, na casa de um "ficante" dela, e acabou rolando um ménage, entre eu, ela e o ficante dela. FOI ÓTIMO, porém eu notei que no dia seguinte, ela me evitava...e quando comentávamos sobre a festa, ela chegou a dizer que devíamos ir a missa pra pedir perdão (em tom de brincadeira, ela não é religiosa). Eu não havia, em momento algum, parado pra pensar que estava lidando com comuns, e que esse tipo de coisa poderia acontecer. Me diga, Dr., devo conversar com ela sobre o ocorrido, ou simplesmente ignorar e esperar que as coisas voltem ao normal (ou não)?


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Cara P,

Você se se meteu num "impasse com comum", algo a que estamos sujeitos ao interagirmos com eles. É inevitável acontecer às vezes e, por mais conscientes que estejamos, nos pega de surpresa. Especialmente quando relaxamos na companhia daqueles que nós "esquecemos" que são comuns (na verdade, fazemos de conta que não são, para o nosso prazer, quando a companhia é boa). Negando o que sabemos, nos deixamos levar pela ilusão de cumplicidade que aflora; isso porque nós ainda somos humanos e precisamos de amizades.

Tal problema ocorre quando nos ligamos a pseudo-libertos, ou "posers", como parece ser o caso da sua amiga. E sinto lhe dizer que as coisas jamais voltarão ao "normal", pois vocês partilharam algo muito marcante e real, que já causou conflito a ela, e pode causar ainda mais.
Quando ela mencionou "missa" isso foi uma semi-brincadeira. Provavelmente ela não se sente culpada por pecar contra mandamentos religiosos (coisa que ela já faz há tempos) mas ela deve se sentir realmente culpada por quebrar paradigmas comuns muito fortes, especialmente no caso de mulheres latinas, cuja sexualidade e moral são muito guiadas pelos "bons costumes" e o romantismo impressos em suas mentes.
Sabemos que o futuro das "moderninhas" também é ser esposa fiel e monogâmica de um "bom marido" e mãe. Elas apenas flertam com a liberdade e o poder de imitar os homens enquanto se sentem em condições seguras para tal, mas elas sabem que isso vai acabar logo e elas vão ter que se "enquadrar". E mesmo essa fase de ousadia deve ter seus limites, sob pena de sérios conflitos internos. Há sempre algum tipo de culpa quando se quebram tabus da "tribo". Na esfera pequeno-burguesa, partilhar um "ficante" (alguém com o qual já há um certo envolvimento e já se desenvolveu uma relação "casal", ainda que aberta e esporádica) pode ir muito contra certos princípios que vão ser observados no futuro, e isso pode trazer insegurança e um sentimento de culpa e dúvida que serão inconvenientes algum dia. As comuns moderninhas não gostam de se sentir como se estivessem perdendo certos limites que as mantém em sintonia com o grupo e seu estilo de vida. Partilhar um ficante tem seus riscos, pois certas atitudes consideradas "imorais" pela sociedade também podem representar um pecado contra a a santidade de uma futura família e causar culpa e arrependimento, já durante a "fase da liberdade". Além disso, qualquer fuga da fórmula "1+1" traz desafios e consequências emocionais não imaginadas previamente. A ideia de "devassidão" inerente a certos comportamentos sexuais traz um vazio emocional e medo (resultado direto da formatação romântica, mesmo em sua versão moderninha e quase "desencanada").

Uma nota pessoal que me inspirou no título e mostra bem como certos comportamentos não são assimilados pela mentalidade comum, ainda que esclarecida: contava eu a uma amiga comum mas inteligente o que eu havia feito numa festa-fetiche. Ela é inteligente (repito), sabe exatamente meu posicionamento quanto a estes assuntos, e o que eu fiz foi menos "grave" do que o que você fez. E mesmo assim, ela me perguntou com toda seriedade se eu estava arrependido ou com "ressaca moral". Não entendi porque eu poderia estar, mas na mentalidade comum certas atitudes anti-românticas são realmente assustadoras e passíveis de nos fazer sentir muito mal. E fazem, quando é o comum que as pratica. Sempre haverá culpa.

Um conselho é muito arriscado, pois tudo depende muito da mentalidade dela, da situação em que as coisas estão, de como ela está lidando com o próprio conflito (ou culpa) e de como ela se sente perante você depois da experiência. Pode estar se sentindo diminuída, muito exposta ou envergonhada. Ficando quieta, você pode permitir um arrefecimento  crescente da relação, perda de intimidade e o fim da amizade (ou não, caso ela "se resolva" rápido e por ela mesma; caso em que o seu silêncio agora é justamente o que ela precisa). Forçando uma conversa, você vai levá-la a encarar e discutir seus próprios valores e atitudes comuns, talvez até sua pseudo-liberdade, o que pode machucá-la e levar a um rompimento imediato.
No meu caso, sempre fico quieto e a amizade acaba, depois de um certo tempo (na verdade o plano "inconsciente" é esse mesmo). Mas quando eu acho que a pessoa tem potencial e não quero perder a amizade, eu converso. Assumo o risco de um embate. Alguns trazem resultados surpreendentemente positivos; mas a maioria não. E se você não é comum, sabe lidar muito bem com a perda, se assim considerar o fato.
Obrigado por enviar uma questão não apenas filosófica mas que também foi experiência da vida real. Espero humildemente ter ajudado, embora eu nunca apresente soluções.

Boa sorte,

A.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Clubes de Swing

Consulta enviada por: Delmo

Clubes de Swing um novo paradigma na monogamia?
Dr Asmodeu não sei se o senhor já frequentou algum clube de swing (eu nunca por ser muito caro para homens solteiros e não ter nenhuma amiga disposta a ir comigo). Mas acho que os clubes de swing que se multiplicam aqui em são Paulo (acho que há pelo menos 6 ou 7 ) são um novo paradigma na monogamia, conheço gente que já foi e disse que é comum ver casais trocando de parceiro sem o menor pudor ou ciúmes, e mulheres que vão simplesmente pra fazer sexo sem ficar nessa de querer que o cara ligue no dia seguinte, claro que a sociedade precisa de mais e não de um lugar onde tudo é permitido e as pessoas podem liberar suas fantasias, mas a meu ver num país controverso como o Brasil (ao mesmo tempo é católico carola, moralista e super sensual e “quente”) é certo avanço.


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Caro Delmo,

Concordo com você. Precisamos de muito mais do que isso. Precisamos de uma mudança de valores que liberte a mente das pessoas dessa ditadura monogâmica cretina. Mas sabemos ser tal mudança impossível no âmbito do povo brasileiro (e não só o brasileiro) embora, como você mesmo lembrou, sejam estes tão paradoxais quando confrontamos sua sensualidade com sua atitude e mentalidade.
Entretanto, devemos reconhecer que os clubes de swing representam um grande progresso sem dúvida alguma. Infelizmente são apenas ilhas de liberdade, com acesso limitado a uma elite que tem poder econômico, liberdade e condições intelectuais o suficiente para frequentá-los. Digo que é positivo pelos seguintes motivos: toda revolução cultural  começa mesmo com um pequeno grupo de privilegiados; agora existem lugares onde alguns podem ir e esquecer que vivem num universo castrado (se tiverem dinheiro, é claro) e, por fim, eu diria que esses pequenos escapes resolvem o problema daqueles que podem fazer uso deles.
Embora possa parecer hipocrisia viver a liberdade em lugares fechados e voltar a viver sob valores estúpidos no dia-a-dia, isso é apenas cautela para sobrevivência, que não pode ser criticada. Ao contrário de comuns que contratavam prostitutas para se passar por esposas nos clubes enquanto guardavam as esposas verdadeiras em casa, é claro, pois macho que é macho não admite "essas coisas". Usavam os clubes simplesmente como "puteiros". Por isso provas de casamento passaram a ser exigidas.
E é aí que existia um pequeno ponto a me incomodar: no fim das contas, você ainda precisaria ser comum se quisesse entrar (pois era só para casados). Digo isso com relação aos clubes sobre os quais fiquei sabendo, há alguns anos. Espero e acredito que agora não sejam mais assim. E pelo jeito não são, pois  você mencionou moças que vão lá apenas para transar sem romance. Nessa área estou desatualizado.
Na verdade, nunca fui a clubes de swing, mas sempre vou a outros lugares semelhantes, cuja finalidade não é tão específica, embora o espírito seja o mesmo. Enfim, é uma iniciativa que eu aprovo pois, se ainda não libertou (e talvez nunca liberte) a sociedade, já resolve o problema individual.
O swing, antigamente...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Comuns Posers

Consulta enviada por: Rosana
Ref.: "O maior dos Pecados"

Dr., o que dizer e como lidar com o comum que insiste em parecer um não-comum, mesmo que todas as atitudes e fatos atestem o contrário? Sugestões?

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Cara Rosana,

Comum poser é a maior praga do século. Na verdade essa raça começou a se multiplicar em ritmo frenético com o advento da internet, e agora infesta cada vez mais todos os extratos sociais, mas principalmente a classe média, que é aquela gentinha mais patética e que mais vive de aparência e faz qualquer coisa para impressionar os outros, tentando ostentar uma falsa individualidade, estilo, autenticidade  e originalidade.
Pois bem, antes da internet, ideias alternativas não circulavam muito, não eram acessíveis aos medíocres e assim eles não tinham o que copiar além de modas em roupas e acessórios. Mas depois da inclusão digital, eles descobriram estilos de vida e discursos alternativos relativamente fáceis de simular para se passar por intelectuais, modernos, alternativos, "indie", "hype" e os cambau, ainda mais online, ambiente onde você pode ser o que quiser e até várias coisas ao mesmo tempo.
E eles atacam na vida real também. De forma um pouco menos ousada, é verdade, mas constante.
No meu caso, como tenho desprezo total pela raça, sigo um plano gradual de humilhação. A fase 1 ocorre quando o comum se aproxima de mim e começa a posar. Daí, como se eu estivesse interessado eu exploro um pouco a cultura e a situação de vida do sujeito, e sutilmente deixo ele notar que saquei a dele (que ele é comum) e paro por aí. Na fase 2, eu começo a jogar umas teses e raciocínios para ver como ele se sai. Nessa fase muitos já não acompanham, demonstram que não pensam, mas apenas ecoam ideias e atitudes dispersas e se intimidam. Daí, fim de papo, mas os mais sem noção vão em frente. Na fase 3, eu aniquilo os sobreviventes, confrontando de forma mais direta o discurso com o estilo de vida deles. Nessa fase você derruba os "filósofos" que só sabem repetir ideias "cabeçóides" e citações famosas, sem entendê-las e nem aplicá-las em suas vidas, os rebeldes "society", os esquerdinhas de boteco, os "intelectuais" semi-analfabetos e sem abstração, os "Zé Cliché",  os liberais puritanos, as "despachadas" submissas, as independentes que precisam de marido, as espertonas cornas, os ateus de ocasião, os subversivos de araque, as "safadinhas" travadas e frígidas, os machões inseguros que apanham da esposa, os descolados de MTV, as mulheres inteligentes do Orkut, e toda essa fauna poser degenerada, tão vulnerável a qualquer ataque mais articulado.
Confesso que é um processo divertido, mas só o ponho em prática quando o comum realmente cisma de por banca prá cima de mim pois, sempre que posso, evito tudo isso, porque eles ficam rancorosos ao ser desmascarados e podem ficar te perseguindo depois, achando que você é da laia deles e tentando tirar de você uma máscara que você não usa (como são posers, ele imaginam que você também é e que compete com eles hahaha). Fica bem desagradável.
Não sei se ajudei mas espero ter sido ao menos de alguma inspiração. Boa sorte e volte sempre.

A.

PS: me lembrei do primeiro caçador de comuns posers da história: Sócrates, que nas ruas da velha Atenas perguntava a eles por que seriam o que diziam ser. Essa e outras pequenas "inconveniências" lhe renderam uma pena de morte.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Faltam homens "sérios" ?

Consulta enviada por: Joaninha

Doutor:

Qual é o problema com os homens hoje em dia?
Por que eles não querem nada com nada? Ninguém quer saber de nada sério.
Minhas amigas quase todas são solteiras e não é culpa delas. O que fazer meu Deus!!! rsrsrsrsrsrs


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Querida Joaninha,

Espero que o vocativo usado tenho sido apenas força de expressão, ou terei que encaminhá-la a outro departamento.
Respondendo sua pergunta, há muitos homens sérios que não querem nada "sério" porque a vida já está séria, difícil e opressiva demais. Já temos muitos compromissos diários, que nos estressam muito. Prá que agravar a situação?
Se eles buscam diversão (isso que vocês chamam "cafajestagem") por que não tentar o mesmo? Eles podem estar certos, sabia? No mais, ponha-se na situação deles: homens são geneticamente programados para o sexo, para a liberdade e para a exploração do novo. E, ao abrir mão de tudo isso em nome da "seriedade", eles ganham muito pouco em troca. Mau negócio!
Entretanto, nem todos os homens estão fugindo do compromisso: temos os cansados e os bocós, que são bons alvos para as desesperadas. E, falando em desesperadas, não digo que você seja uma, mas com certeza, dentre suas amigas, devem existir algumas, e eu vou dar umas dicas aqui, para que atinjam com menos dificuldade sua meta de vida, provando mais uma vez meu alto grau de compaixão para com os que sofrem.

Dicas para pegar marido

1) Não seja baranga. Não que elas não se casem, mas a primeira parte da missão, que é atrair machos, é muito mais difícil para elas. Cuide-se.
2) Finja gostar de sexo. Faça parecer que é algo natural, simples, desejável e prazeroso para você. Nunca deixe transparecer que trata-se apenas de uma obrigação. Homens realmente gostam de sexo e vão se apegar mais a você deste modo. E se ele for machão inseguro, tem que acreditar que só ele desperta a fêmea em você. Seja convincente!
3) Aparente ter outras prioridades na vida, antes de casar. Fale de suas ambições acadêmicas, profissionais, turísticas, artísticas, e etc (ainda que elas não existam). Isso vai fazê-la parecer mais interessante e menos ameaçadora da liberdade dele. Importante: ambições maternas não devem entrar na lista!
4) Se quiser fazer o papelzinho básico de "romântica", fique à vontade, mas não exija o mesmo deles. Isso é chato. Se eles forem o tipo paga-pau, retribuirão ou mesmo tomarão iniciativa. Caso contrário, forçá-los é má idéia.
5) Pegue leve com aquelas técnicas de manipulação masculina que você aprendeu com a mamãe e as amiguinhas. Homens inteligentes sacam tudo isso, ainda que finjam ignorância. Eles só se fazem de bôbos enquanto o negócio valer a pena.
6) Saiba escolher sua vítima. Esta deveria ter sido a dica número 2, mas a deixei para o fim por motivo de ênfase. Casamento só dá "certo" com dois tipos de homem: o bocó (nerds, carentes, crentes convictos, românticos, EMOs, deslumbrados, inseguros ou inexperientes) e o cansado (mais velhos, divorciados, sabidos, "rodados" ou realizados em todas as outras áreas possíveis mas ainda se sentindo "incompletos"). Mas, muito cuidado: um bocó pode se cansar de você, quando ficar mais esperto; o cansado é melhor partido, em todos os aspectos práticos, além do fato de já estar cansado.

Boa sorte e volte sempre.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sexo Pago

Consulta enviada por: Delmo

Dr Asmodeu sei que o Sr não concorda em pagar pra ter sexo, mas eu curto, simplesmente pq não tenho paciência pra sair por ai xavecando a mulherada, seja nas baladas ou mesmo as que convivo no trabalho,academia etc a maioria tem uma cabecinha muito diferente da minha, não dá ficar pagando pau pra elas com o intuito de conseguir sexo é deprimente pra mim, e mesmo após conseguir sexo ficar naquelas de ligar ou receber ligação no dia segunte, marcar encontros não rola não é isso que quero, por isso prefiro pagar, não preciso falar e ouvir papinho furado e elas vão embora qdo eu quero, tá bom que~não tem o lance da conquista e sentir-se desejado, mas no momento pra mim está bom, Queria saber a opinião do senhor sobre o assunto, aqui no Brasil a oferta de sexo pago é imensa, mulheres de todos os tipos se oferecem, ai no Canadá acho que a profissão mais antiga do mundo tb é liberada (ao contrário dos EUA) bem diga-me se sou um pervertido ou não hahaha

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Caro Delmo,

Vc está por demais certo em não se humilhar e ainda por cima perder tempo pagando pau p/ mulher medíocre a troco de um sexo sem garantia de qualidade e que vai lhe custar muito mais caro depois. Concordo com seu posicionamento, ainda mais por ser plenamente consciente.
Enqto o doutor aqui, não deveria expressar minha opinião pessoal, mas digo que eu não sou contra o sexo pago - especialmente pq praticamente TODO sexo é pago, como bem sabemos. E o sexo pago ao que vc se refere é o mais honesto de todos. Eu apenas não o encorajo em casos de pacientes muito tímidos e com problemas de insegurança perante uma profissional, ou com necessidade de auto-afirmação enqto conquistadores, ou ainda aqueles muito cheios de princípios inúteis e repressores, que era o meu caso, antes de cair e me tornar um demônio.
A sua falta de necessidade de conquista é muito sábia, pois tb sabemos que não se conquistam mulheres com inteligência, sex-appeal ou masculinidade, mas apenas com a ostentação do potencial em ser provedor e com a demonstrada capacidade de ser tosco, submisso, carente e paga-pau.
Em muitos lugares, a profissão mais antiga do mundo, a chamada "prostituição" (em sua modalidade de rua) pode até ser abundante, mas tb é sempre estigmatizada demais pelas instituições conservadoras que pregam a prostituição familiar, o que se torna mais um fator que faz com que clientes potenciais inseguros se abstenham de utilizar tão digno serviço (o de rua). Uma lástima.
Enfim, vc não é de modo algum pervertido. Volte sempre.
Dr. A

domingo, 19 de dezembro de 2010

Consultas

Se você tem alguma consulta a fazer ao doutor, pode deixá-la aqui, como comentário.
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